Em novembro de 2023, observamos que mais de 71 milhões de brasileiros encontravam-se em situação de inadimplência, o que representa cerca de 35% da população.
O índice de endividamento das famílias atingiu níveis recordes, chegando a quase 80% das famílias brasileiras. Nesse cenário, surge a importância de entender o endividamento consciente: usar o crédito de forma segura e sustentável.
O conceito de endividamento consciente refere-se ao uso do crédito de forma planejada, levando em conta a renda disponível, as taxas de juros e as necessidades reais do consumidor.
Diferente do endividamento excessivo, o processo consciente envolve a diferenças entre endividamento consciente e excessivo, além de exigir análise detalhada de cada contrato e reflexão sobre prazos e valores.
Diversos fatores contribuem para o elevado endividamento das famílias brasileiras. Entre eles, destacam-se:
Para preservar a saúde financeira, recomenda-se que o total das dívidas não ultrapasse 30% a 40% da renda mensal. Esse limite garante o sustento das despesas básicas e tranquilidade emocional.
Antes de contratar qualquer linha de crédito, é fundamental realizar a avaliação do custo efetivo total, incluindo juros, taxas e impostos. Só assim é possível prever o impacto real no orçamento.
Quando o compromisso financeiro ultrapassa a capacidade de pagamento, surgem graves repercussões:
Comprometimento do orçamento familiar, impossibilitando a construção de reservas e planos futuros. A longo prazo, o estresse gerado prejudica a saúde física e mental.
Além disso, a exclusão social e a restrição de crédito tornam-se barreiras para investimentos e conquistas, criando um ciclo vicioso difícil de romper.
Com a promulgação da Lei nº 14.181/2021, a chamada Lei do Superendividamento ganhou força, atualizando o Código de Defesa do Consumidor para:
Adotar hábitos saudáveis no uso do crédito faz toda a diferença. Veja algumas estratégias essenciais:
Joana, professora universitária, revisou seus gastos mensais e descobriu que podia reduzir em 15% as parcelas de financiamentos ao renegociar diretamente com o banco. O valor economizado alimentou sua reserva de emergência.
Carlos, autônomo, optou por um consórcio bem planejado para trocar de carro. Ao estudar o cronograma de contemplação, conseguiu tapar lacunas de fluxo de caixa e evitar juros elevados.
O endividamento consciente não é apenas uma técnica, mas uma postura de vida. Exige informação, disciplina e reflexão sobre cada decisão financeira.
Ao conhecer suas causas, limites e direitos, você transforma o crédito em um aliado para realizar sonhos, sem comprometer seu futuro. Invista em educação financeira e retome o controle da sua vida.
Referências